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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Origem do sobrenome FARIAS

 

"Farias - Sobrenome português classificado como sendo um toponímico, ou seja de origem geográfica, os Farias acham-se nos princípios do reino de Portugal. Tem seu solar no julgado de Faria, do termo de Barcelos, donde se lhe derivou o nome, e ai, no monte da Franqueira se vêem ainda as ruínas do castelo.

No livro do Armeiro-mor encontram-se estas armas com elmo de ouro, distinguindo-se assim, os Farias e outras famílias, das restantes que nele figurão com elmo de prata, ignora-se pôr que motivo o seu autor, João du Cros, deu o elmo de ouro a certas famílias.

O solar desta família é a freguesia de Faria, termo da vila de Barcelos, no sopé do monte da Franqueira, em cujo cimo se ergueu o castelo de Faria. Ainda que a família tomasse o apelido desta (freguesia de Santa Maria de Faria), talvez tivesse o seu principio na Quinta da Onega do Paço, situada no lugar de Espesses, na freguesia de S. Romão de Milhazes limítrofe de Faria. A história e o uso deste sobrenome Faria é bastante remoto, não se sabendo qual a sua raiz, possivelmente toponímica.

Na segunda metade do séc. XII vivia já um João de Faria que foi pai de D. Godinho, o prelado que sucedeu a D. João Peculiar na arquidiocese de Braga e que viria a ser beatificado. De outros Farias medievais se tem notícia documentada, todos eles pertencentes à nobreza, se bem que nos não seja possível entroncá-los uns aos outros. De um Lourenço Faria se faz menção em 1288, nas inquirições de D. Dinis, dizendo-o senhor da Quinta de Onega do Paço. E em 1360, no instrumento de comprovação do casamento de D. Pedro I com D. Inês de Castro, surge como uma das testemunhas um Garcia Martins de Faria, cavaleiro. O mais famoso de todos eles não devemos esquecê-lo: Nuno Gonçalves de Faria, o célebre alcaide-mor do castelo de Faria, que deu a vida para manter este em poder dos portugueses.

Ocorreu no começo de 1373, pôr ocasião da segunda guerra de D. Fernando com o rei de Castela. Este invadiu Portugal, ao se encaminhar de Viseu, pôr Santarém para Lisboa, entraram pela fronteira do Minho forças militares da Galiza, que vieram assolando a região, até que nas vizinhanças de Barcelos lhes saíram ao encontro forças militares do Porto e de Guimarães. Veio se juntar uma guarnição do castelo de Faria, o seu alcaide, Nuno Gonçalves de Faria, o qual, no desastroso desfecho do recontro, ficou, como outros, prisioneiro. Temendo porém que, a troco de conseguir a libertação, seu filho, a quem deixara confiada a guarda do castelo, condescendesse em franqueá-lo aos inimigos, logo concebeu um ardiloso meio de prevenir essa possível fraqueza sentimental, ao convencê-los de que, se o levassem à falar com ele, lhe aconselharia a rendição, quando bem outro era o seu intento. Conduzido ao sopé da muralha, dali chamou o filho e, lhe ordenou a mais estrênua resistência, dirigindo-lhe um animoso apelo, ao qual, interceptando a heróica decisão, o cronista deu, nas seguintes palavras, uma imorredoura vida: «Filho, bem sabes como esse castelo me foi dado pôr el-Rei D. Fernando, que o tivesse ele tivesse pôr ele, e lhe fiz pôr ele menagem.

E, pôr minha desventura, eu saí dele, cuidando de o servir, e estou agora preso em poder de seus inimigos, os quais me trazem aqui para te mandar que lho entregues; e porque isto é cousa que eu fazer não devo guardando minha lealdade, te mando, sob pena de minha benção, que o não faças, pois para te aperceber disto me fiz aqui trazer; e pôr tormentos nem morte que me vejas dar, não o entregues a outrem senão a el-Rei meu senhor, ou a quem ele o mandar entregar. Vendo-se logrados, os que custodiavam o glorioso alcaide logo o crivaram de mortais golpes, ante o angustiado olhar do filho. Lançando-se depois ao assalto do castelo, todas as suas investidas foram repelidas, defrontando-as, em reforço da resistência das fortes muralhas, a estimulante amargura dum coração filial cruelmente dilacerado e a firmeza de ânimo dos seus valorosos companheiros de armas. Resistiu heroicamente e os inimigos tiveram de retirar.

Gonçalo Nunes de Faria, acabada a guerra, era altamente louvado pelo seu brioso procedimento e pelas façanhas que obrara na defensão da fortaleza, cuja guarda lhe fora encomendada pôr seu pai no último transe da vida. Mas a lembrança do horrível sucesso estava sempre presente no espírito do moço alcaide. Pediu a El-Rei que o desonerasse do cargo que tão bem desempenhara, para se cobrir com as vestes pacíficas do sacerdócio. Ministro do santuário, era com lágrimas e preces que ele podia pagar a seu pai o ter coberto de perpétua glória o nome dos alcaides de Faria. O nome de Nuno Gonçalves de Faria não mais se apagou nas páginas da história de Portugal,e a sua memória ilumina com o mais vivo brilho os fastos do patriotismo português.

O Castelo de Faria, com suas torres e ameias, com a sua barbacã e fosso, com seus postigos e alçapões ferrados, campeou aí como dominador dos vales vizinhos. Castelo real da Idade Média, a sua origem some-se nas trevas dos tempos que já lá vão há muito; mas a febre lenta que costuma devorar os gigantes de mármore e de granito, o tempo, coou-lhe pêlos membros, e o antigo alcácer das eras dos reis de Leão desmoronou e caiu. Ainda no século dezassete parte da sua ossada estava dispersa pôr aquelas encostas; no século seguinte já nenhuns vestígios dele restavam, segundo o testemunho de um historiador. Um cemitério, fundado pelo célebre Egas Moniz, era o único eco do passado que aí restava. Este castelo amigo tinha recordações de glória. Os nossos maiores, porém, curavam mais de praticar façanhas do que delas conservar os monumentos. Deixaram, pôr isso, sem remorsos, sumir nas paredes de um claustro, pedras que foram testemunhas de um dos mais heróicos feitos de corações portugueses. Serviram os fragmentos do castelo de Faria para se construir o convento edificado ao sopé do monte. Assim se converteram em dormitórios as salas de armas, as ameias das torres em bordas de sepulturas, os umbrais das balhesteiras e postigos em janelas claustrais. O ruído dos combates calou-se no alto do monte, e nas faldas dele alevantaram-se a harmonia dos salmos e o sussurro das orações.

O Grupo Alcaides de Faria promoveu campanhas de escavação, pondo a descoberto os restos da Torre de Menagem Fernandina e todo o sistema defensivo de muralhas e barbacãs. Encontraram-se vestígios que remontam ao reinado de D. Afonso Henriques, enquanto as duas torres de menagem datam uma do reinado de D. Dinis e outra do reinado de D. Fernando. A ocupação medieval aproveitou parte das muralhas anteriores, acrescentando outras. A sua fama prende-se essencialmente com o feito dos Alcaides de Faria, que como já foi anteriormente referido o Alcaide Nuno Gonçalves de Faria morreu para defender Castelo, à vista de seu filho Gonçalo Nunes de Faria, no reinado de D. Fernando. Posteriormente às Guerras Fernandinas, o Castelo de Faria foi sendo progressivamente abandonado, mudando-se o poder régio e administrativo para a vila de Barcelos. Porém em nossos dias, um grupo de devotados barcelenses vela pelo pouco que ainda se conserva de pé, tornando objectivo de patriótica peregrinação esse local, onde algumas quase informes ruínas estão pedindo que ali comovidamente meditem as almas portuguesas, em lembrança dum sublime testemunho de amor à Pátria, sobre o qual rolaram seis séculos".

Fonte: Texto enviado pelo primo Paulo Farias de Barros

8 comentários:

  1. Muito interessante o tópico,meu nome é Antonio Marcos de Farias,sou um grande apreciador de charques e pesquisando na internet,encontrei este blog que fala de charque e de Farias.

    Parabéns.

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  2. SOU BISNETA DE REINALDO FARIAS NASCI E ME CRIEI NA DOMINGOS DE ALMEIDA ESQ. SÃO FRANCISCO DE PAULA, FILHA DO FILHO CAÇULA PEDRO ROBERTO FARIAS E ELOÁ BUENO FARIAS TENHO 5 IRMÃOS TODOS NASCIDOS ALI

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    1. Oi Adriana, tudo bem?

      Uma pena você não ter deixado um endereço de e-mail pra contato. Se puder, deixe aqui ou envie pro e-mail geoglifosdosul@gmail.com

      Um forte abraço, Bruno Farias

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  3. gostaria de saber se tens algum conhecimento sobre os FARIAS da Paraíba e em especial de Jacaraú-Pb, pois após vinte anos de casado em uma viagem recente a João Pessoa-Jacaraú, na Paraíba acabei descobrindo que sou primo de minha esposa e que os FARIAS são em bom número nesta cidade. Porém o máximo que consegui foi chegar as bisávós minha e de minha esposa que eram irmãs. Se souber alguma informação fico muito agradecido.

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    1. Olá amigo!
      Não sei se tem relação. Até aonde eu sei, os Farias daqui estão no Rio Grande do Sul desde o século XVIII. Grande abraço! Bruno Farias

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  4. Eu sou Jorceli Farias filho de Joao Pedro Farias, o mesmo é nascido em Tenente Portela RS, sou neto de Alzira dos Santos Farias, estamos atualmente em MT,, se tem algum parente EMAIL JORCELIDFARIAS@GMAIL.COM

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  5. É muito bom saber, sobre a origem da familia! Maravilhado por ler tudo isso, sou de fortaleza, e aparentimente os farias estão em todo o brasil.

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  6. Olá pessoal, como o Bruno disse, não sei se tem relação, sou Vladmir Fernandes Farias (1964), filho de Tarcizio Fernandes Farias(1933), neto de Altino Alves de Farias. Meu pai nasceu em Paraibuna-SP, eu nasci no Paraná, sou um defensor do nome Farias e caso faça parte de alguma árvore ficarei muito feliz. Meu email pdfmatriz@gmail.com.

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