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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

1937 - Osvaldo Farias, acionista do Cine Theatro Carlos Gomes (Cerrito/RS)


Cine Theatro Carlos Gomes, em Cerrito/RS (Foto de Bruno Farias)

Muitos moradores da Estação Cerrito, então parte do município de Canguçú, assistiam no Cine Theatro Carlos Gomes filmes e apresentações que agitavam a vida da localidade. Além de diversos filmes, apresentações musicais, peças de teatro, entre outros, também se apresentava com frequência lá o ventríloquo Acy Barbosa Portella, irmão de Aurora Portella Farias e cunhado de Osvaldo Farias. Um dos filhos do casal, meu já falecido avô Saul Portella Farias contava sobre ter assistido filmes de Abott e Costelo na sala de cinema, entre outros que eram exibidos na época.
 
"Associação Cine Theatro Carlos Gomes
Estação Cerrito - Município de Cangussú
Rio Grande do Sul - Brasil
Capital RS. 40:000$000
Rs. 50$000                     Acção No. 393
Esta acção - do valor de cincoenta mil réis - confere
ao seu possuidor, cujo nome consta do registro de accionistas,
todos os direitos e obrigações dos Estatutos.
Estação Cerrito, 9 de maio de 1937
Secretário: Vicente B. Gentillini / Presidente: Luiz G. B. Porto / Thesoureiro: Clementino Ferro"

O pai de Saul, Osvaldo Farias, era o acionista proprietário do lote de ações (acima) do Cine Theatro Carlos Gomes datado de 09/05/1937, documento que foi doado pra mim por seu filho Osvaldo Portella Farias. No espaço cultural que divertiu e uniu os moradores de Cerrito durante décadas hoje funciona a Prefeitura Municipal de Cerrito/RS. Abaixo segue uma ampliação da assinatura do tesoureiro Clementino Ferro, filho de José Carolino Ferro (vindo da Itália já como cortador de fumo), e irmão de José Ferro (Zeca). Este último era pai de Clementino Gentillini Ferro (Tito), que deu depoimento sobre Osvaldo Farias aqui neste blog e que conviveu com os Portella Farias na época que moraram em Cerrito/RS.
A assinatura de Clementino Ferro, tesoureiro, escrita a lápis e quase apagada pelos 73 anos que se passaram desde então (Bruno Farias)

O tesoureiro Clementino Ferro (tio de Tito) era um dos donos de uma fábrica de fumo desfiado e de massas alimentícias e engenho de arroz em Cerrito/RS. Segundo Tito, Clementino carregava fumo em tropas de mulas até Montevideo, geralmente por rotas desertas a fim de evitar o pagamento de taxas alfandegárias. A viagem levava 2 meses aproximadamente e era repleta de perigos: os viajantes corriam o risco de encontrar bandidos "castilhanos" que podiam assaltá-los e até matá-los. Muitas vezes Clementino e Zeca Ferro, liderados pelo pai José Carolino, precisaram se defender, apesar de nunca terem sucumbido aos ataques. Outra lembrança do "seu Tito" à respeito de seu tio é de uma doença que culminou na amputação de  suas duas pernas. Por desejo dele mesmo, elas foram enterradas separadamente pelo sobrinho, uma em cada canto do campo deles.

Nota fiscal de 1963 das Fábricas São José, que produziam fumos desfiados, massas alimentícias e também processavam o arroz produzido nas proximidades. O interessante é que, ao invés de constar um número de telefone, o documento indicava o "Endereço Telegráfico: FERRO" (Acervo de Clementino Gentillini Ferro, seu "Tito" - Foto de Bruno Farias)
Quanto ao secretário, Vicente B. Gentillini, acredita-se também ter sido parente de Tito Gentillini Ferro, apesar do idoso não se lembrar dessa pessoas - talvez pelo fato das famílias naquela época serem bastante numerosas.
* Atualizado em 23/04/2011

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