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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

1926: Osvaldo Farias na charqueada do Paredão em Cachoeira do Sul/RS

Osvaldo Farias ainda jovem (Acervo de Osvaldo Portella Farias)

Não se sabe em qual ano Osvaldo Farias e Aurora (Barbosa) Portella Farias se casaram, união que se concretizou em Pelotas, cidade natal dos noivos, provavelmente no início da década de 1920. Porém é conhecido o fato de que no início de sua vida profissional Osvaldo Farias trabalhou, assim como seu pai Francisco de Paula Farias, nas charqueadas de Pelotas - conforme conta um dos filhos de Osvaldo, que herdou do pai o nome Osvaldo Portella Farias.

 Foto lembrança de 18 anos de Aurora Portella Farias, de 1923 (Acervo de Osvaldo Portella Farias) 

Osvaldo Farias e Aurora (Barbosa) Portella Farias já eram casados e ainda moravam em Pelotas/RS no ano de 1923, conforme foi constatado na foto lembrança de 18 anos de Aurora. Também se sabe que a filha mais velha do casal, Suelly Portella Farias, nasceu em 1925 na cidade de Cachoeira do Sul/RS - apesar de em seus documentos pessoais constar que ela teria nascido em 1927. Na verdade eles foram refeitos décadas depois por motivo de trabalho, segundo a cunhada de Suelly, Lacy dos Santos Farias.

Foto enviada por Osvaldo Farias ao seu pai Francisco de Paula Farias na época em que trabalhava na charqueada do Paredão, no município de Caxias do Sul/RS (Acervo de Osvaldo Portella Farias, um dos filhos do casal)

Uma irmã de Suelly, Irene Portella Farias, conta que o casal foi morar naquela após por Osvaldo ter conseguido um emprego lá. E segundo um outro irmão de Irene e Suelly, Osvaldo Portella Farias, seu pai foi um dos funcionários de uma charqueada naquele município. 
Estabelecimento e charqueada do Paredão, em Cachoeira do Sul/RS (Acervo do Museu Municipal de Cachoeira do Sul)


De fato, um bilhete escrito por Osvaldo Farias no verso de uma foto enviada pra seu pai Francisco de Paula Farias confirma: ele realmente trabalhou na década de 1920 na charqueada e estabelecimento Paredão, empresa que originou o nome do bairro Volta da Charqueada. O pai de família escreveu: "Papai, lhe ofereço este retrato em lembrança de seu filho e nora e netinha. Osvaldo Farias. Cachoeira, Paredão, 16 de agosto de 1926". 

Verso da foto de família de 1926 confirma que Osvaldo Farias trabalhou na charqueada Paredão, em Cachoeira do Sul/RS (Acervo de Osvaldo Portella Farias)
De acordo com o site do Museu Municipal de Cachoeira do Sul, a empresa é "Considerada a primeira indústria de grande porte de Cachoeira do Sul, fundada em 1878, e também a primeira charqueada a ser instalada na região central do Rio Grande do Sul, ela impulsionou a economia cachoeirense, exportando seus produtos para o mercado interno e externo do Brasil. Encerrou suas atividades no início da década de 1930, quando a indústria do charque entrou em decadência". Hoje o prédio está abandonado. 

Trabalhadores da Charqueada do Paredão, em Cachoeira do Sul, por
volta de 1920 (Acervo do Museu Municipal de Cachoeira do Sul)

Na volta da charqueada, os casebres dos trabalhadores que  sobreviviam
de salgar carne (Acervo do Museu Municipal de Cachoeira do Sul)

Gado (Acervo do Arquivo Histórico de Rio Pardo)

Veja mais fotos de Cachoeira do Sul/RS no final da década de 1920:

Rua Sete, Carnaval de 1927

 Chateau D´eau - anos 20 / Antiga Agência do Banco da Província do Rio Grande do Sul

 Cachoeira do Sul/RS / Relógio da Praça José Bonifácio (Studio Aurora)

1924 Schirmer & Minssen Ltda -  revenda de carros, caminhões, ônibus, jardineiras e tratores 
Ford, carros da Lincoln e  pneus Michelin / Segunda bomba de gasolina, em 9-4-1927 
(Standard Oil Co. of Brazil). Agente- João Minssen, Armazém de Waldemar Lau.

Logo após o nascimento de Suelly a família retornou para sua região de origem, e o irmão dela, Saul Portella Farias, nasceu em 1929 já em Cerrito/RS, assim como seus outros irmãos. A data exata na qual os Portella Farias se mudaram pra lá ainda é desconhecida, mas baseado nas informações acima é possivel afirmar que isso aconteceu entre 1926 e 1929.

O piso mostrado na foto e os tijolos e as telhas e tijolos empilhados embaixo da árvore são tudo o que restou da casa de Osvaldo Barros Farias e Aurora Portella Farias em Cerrito/RS (Foto de Bruno Farias)

Suelly passou sua infância e adolescência em Cerrito/RS, onde seu pai tinha um matadouro, salsicharia e charqueada. Sendo a filha mais velha, ela muito ajudou os pais na fabricação de salames, embutidos e charques até o início da década de 1950, quando sua família encerrou as atividades da empresa de conservas de carne. Nessa época ela, seus pais e seus irmãos foram residir em Pelotas/RS, onde o pai de Suelly abriu uma rede de açougues.

Clementino Gentillini Ferro, o "Seu Tito", contou sobre a beleza de Suelly Portella Farias durante a juventude (Foto de Bruno Farias)
Suelly Portella Farias, atualmente com 86 anos, mora em uma casa geriátrica  localizada quase em frente ao Clube Brilhante, em Pelotas/RS. Segundo o idoso Clementino (Tito) Gentillini Ferro, ex-morador de Cerrito e amigo da família desde a infância, Suelly "era muito bonita. Ela tinha uma 'dentadura' perfeita, e um andar que parecia que flutuava", recorda. Porém, apesar da beleza e do charme que tinha em sua juventude, ela nunca se casou ou teve filhos. A beleza física dela continua visível apesar da idade, porém infelizmente o Mal de Alzheimer em estágio avançado faz com que suas memórias não estejam mais tão vivas...

*Atualizado em 08/10/2011

Um comentário:

  1. Apreciei por demais esta postagem. Sou pesquisadora da história de Cachoeira do Sul e fiquei muito interessada pelo que relataste. Estou à disposição para trocas de informações. Podes também acessar o meu blog: www.historiadecachoeiradosul.blogspot.com.br.
    Mirian Ritzel

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