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domingo, 27 de fevereiro de 2011

2011: Restaurando o velho caldeirão


Débora Neutzling Farias é filha de Francisco de Assis Portella Farias e Eti Neutzling (mostrados acima), sendo também neta de Osvaldo Farias e bisneta de Francisco de Paula Farias.



Ela perdeu seu pai recentemente e resolveu se desfazer dos móveis e objetos existentes no Sítio Dois Irmãos (acima), herdado por ela, para poder alugar ou arrendar o imóvel. A propriedade fica na Hidráulica, no município de Capão do Leão.



Lá encontrei, jogado no campo e coberto de ferrugem um caldeirão de ferro fundido exatamente igual a este mostrado acima, que está em exposição no hall de entrada da charqueada São João, em Pelotas/RS. Débora me deu ele de presente e resolvi recuperá-lo.


Segui inicialmente o mesmo processo com o qual restaurei o ferro de marcar o gado que pertenceu ao meu também falecido avô Saul Portella Farias, irmão de Francisco de Assis Portella Farias (abaixo): fundo removedor de ferrugem e sol. Porém salvar o caldeirão não foi tão simples como foi com a marca...

O panelão era usado por Francisco de Assis Portella Farias como vaso para plantar tempero verde. Depois de seu falecimento o sítio foi arrendado, e os moradores que ali estiveram usaram essa verdadeira peça de museu como recipiente para queima de lixo, deixando-o jogado junto a uma pilha de detritos no meio do campo.



Após uma primeira mão de antiferrugem, a parte externa do velho caldeirão teve uma grande melhoria em sua aparência.


Logo foi possível constatar duas marcas que possivelmente devem indicar quem fabricou a peça, ou talvez até sua capacidade: uma das marcas (acima) mostra claramente a sigla "14/G (?)" e a outra (abaixo) é uma estrela.


Porém a parte externa do caldeirão foi fácil de ser restaurada em comparação ao interior: uma espessa craca de lixo reciclável queimado endureceu e praticamente se fundiu ao corpo da panela. Mas nada que um bom diluente e um fundo removedor de ferrugem não possam consertar.


Depois de aplicar o solvente na craca do fundo da panela, deixei ela derreter um pouco e comecei a quebrá-la, sempre cuidadosamente, com uma haste de ferro. Já na primeira tentativa, saiu uma quantidade considerável de lixo carbonizado.


Repeti pelo menos 3 vezes o processo, e a quantidade de detritos retirada foi realmente impressionante. A cada vez que eu passava o diluente e forçava a craca com a haste, mais sujeira saia.


Foram encontrados, entre os pedaçoes de detrito reconhecíveis: pedaços de papel e de plástico derretido; um prego; algo que parece um pedaço de engrenagem; uma agulha; um prego; pedaços de arame diversos, possíveis restos de componentes eletrônicos, uma porca e até algo que parecia um pingente. Entre várias camadas que saíram inteiras...


Depois das 3 tentativas, a quantidade de lixo queimado retirado do fundo do caldeirão quase cobriu duas páginas de jornal. A maior parte se despedaçou, mas algumas partes da craca se mantiveram inteiras mesmo com a ação do solvente.


Depois de tudo isso, passei uma camada generosa de antiferrugem no fundo do panelão e deixei a panela no sol, como sempre se faz ao se passar esse tipo de produto em um objeto metálico. Abaixo segue uma foto do mesmo caldeirão já em avançada fase de restauração.


* Fotos e restauração da peça: Bruno Farias

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