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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As travessuras de Saul Portella Farias (1929-1995)


Saul Portella Farias era filho de Osvaldo Farias (1900-1972) e de Aurora (Barbosa) Portella Farias (1906-1953). Ele nasceu em 14-06-1929, 4 anos após sua irmã mais velha, Suelly, ter vindo ao mundo no município de Cachoeira do Sul/RS. E, como era comum naquela época de brincadeiras broncas, o pequeno Saul e seus irmãos adoravam sacanear os outros.


Os irmãos Portella Farias, pelo que se conta, eram muito arteiros.Vários casos de travessuras aprontadas por eles continuam sendo contadas até hoje. Por exemplo: numa lomba onde passava o trem em Cerrito eles costumavam passar sebo nos trilhos para que a poderosa máquina não conseguisse subir. E, em outra vez, os "pestinhas" desviaram o trem de passageiros que quase bateu no fim da linha. Ainda em vida, Saul também contava da vez em que, durante um jogo de futebol que aconteceu em Cerrito, ele pegou uma alpargata velha em um matinho próximo e a colocou na panela de mocotó que era vendida aos espectadores após a partida.


Outro caso, contado por Osvaldo Portella Farias (irmão de Saul e filho de Osvaldo e Aurora Farias), diz que certa vez Saul e um senhor chamado de Tazinho estavam cortando lenha no mato. O local onde e  les dormiam tinha tarimbas - camas de galhos e folhas prensadas, altas do chão, em cujos pés era colocada uma lã de ovelha com querosene para que as pulgas não subissem no local de descanso. Era necessário que a pessoa viesse correndo e pulasse sobre a cama para evitar os parasitas, mas Saul soltou a cama antes que Tazinho se recolhesse. Resultado: o homem pulou na cama e caiu no chão, sendo atacado em seguida pelas pulgas. Tudo isso causado por uma queixa feita pelo mesmo Tazinho, o que rendeu a Saul uma surra de seu pai.


Tempos depois Saul resolveu se vingar de Tazinho quando viu ele vindo, de carreta, pela beira do Rio Piratini. A "vítima" vinha adestrando alguns bois, e Saul se escondeu no mato, colocando seu casaco no chão e, sobre ele, algumas pedrinhas. Quando Tazinho passou com sua carreta coberta de telhas de zinco, e Saul disparou a saraivada de pedras sobre o carro de bois, os animais sairam em disparada e o "sacaneado" acabou indo parar dentro do rio. Saul precisou salvar Tazinho, que se afogava. No fim das contas, o fato chegou aos ouvidos de Osvaldo Farias, que "passou a cinta" novamente em Saul.

A estação de Cerrito, c. 2002. Foto do livro Patrimônio Ferroviário do Rio Grande do Sul, IPHAE, p. 218

Outras brincadeiras feitas pelos filhos de Osvaldo eram colocar graxa nos trilhos do trem e uma vez chegaram até a puxar a alavanca que desviava o caminho em uma bifurcação. A "brincadeirinha bruta" poderia ter resultado em um acidente, se não fossem a baixa velocidade da locomotiva, a atenção do maquinista e os bons freios do trem. As artes, como era muito comum na época, sempre resultavam em laço.

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