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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Década de 1950: Os Farias e a eletricidade


A chegada da luz elétrica a Pelotas viabilizou a instalação de grandes frigoríficos, um dos principais fatores responsáveis pelo fim do ciclo do charque. E a família Farias naturalmente acabou se adaptando a essa inovação tecnológica: o primeiro descendente de "Chico Brasileiro" a trabalhar com eletricidade do qual se tem notícia foi Edgar Farias, filho do patriarca com sua esposa Silvina. Seus sobrinhos Flávio Roberto (que chegou a trabalhar no frigorífico dos Marshall) e Heitor Portella Farias, ambos filhos de Osvaldo Farias e netos de Francisco, ainda lembram de Edgar fazendo instalações elétricas em residências da Princesa do Sul na década de 1950. E mais, Heitor acabou seguindo a profissão de seu tio Edgar.

Heitor Portella Farias, no canto inferior esquerdo, e a foto
do açougue do pai no qual ele trabalhava (Bruno Farias)

Alguns anos após a família de Heitor retornar de Cerrito/RS para Pelotas/RS (onde Heitor teve contato mais direto com a eletricidade nos açougues de seu pai Osvaldo), já na década de 1970, ele ingressou na Escola Técnica Federal de Pelotas, onde estudou sobre a energia elétrica apesar de não ter concluído o curso. Pouco tempo antes, em 1967, este foi trabalhar na prefeitura da cidade, para a qual realizou diversos trabalhos de elétrica predial.

Heitor participou da reforma do Museu da Baronesa e ofereceu a Adail Bento Costa os
serviços de sua irmã Ivanilda, restauradora das estátuas da fachada (Foto de Bruno Farias)

Heitor participou da reforma do atual Museu da Baronesa - para o qual também ofereceu a Adail Bento Costa os serviços de sua irmã Ivanilda Portella Farias, que restaurou as estátuas da faichada - e da Casa 6, antiga sede da SECULT. "Quando mexemos nos estuques das paredes pra fazer a elétrica da casa, a gente tirava os jornais velhos que tinha no meio das madeiras e dali saiu até anúncio de venda de escravos" conta Heitor, referindo-se aos periódicos da época da construção do prédio, ainda no século XIX.

Heitor Portella Farias participou da restauração da parte elétrica da Casa 6 (Foto de Bruno Farias)

Mais tarde Heitor e seu irmão Acy Portella Farias foram trabalhar no antigo Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS). Acy, que era da área da análise de solo para instalação de torres de alta tensão depois se tornou o funcionário de carteira No. 7 da ELETROSUL de Santa Catarina. Ou seja, foi um dos pricipais trabalhadores responsáveis pela distribuição da eletricidade em diferentes cidades do estado vizinho, entre elas Joaçaba, Blumenau, a capital Florianópolis e o município de São José, na região metropolitana, onde ele faleceu em 2003.
Jesuína e Heitor Portella Farias (Acervo de Bruna Novack Farias);
e Acy Portella Faroas (Acervo de Osvaldo Portella Farias)

Já Heitor se manteve no DNOS até o órgão ser absorvido pela Universidade Federal de Pelotas, no início da década de 1990, onde em seguida ele se aposentou.

*Atualizado em 06/12/2011

Um comentário:

  1. Hoje estou lendo sobre essa família, sou Portella também, vivi durante 20 anos em Pelotas,cidade maravilhosa, sou Engenheira Agrícola, formada na UFpel, a 7 anos resido e trabalho em Clevelândia, Paraná. Gostaria de saber mais sobre a descendência da minha família, quem sabe somos parentes. Um abraço: ROSANI PORTELLA

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