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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

2012 Memórias de Zaira Farias Freitas

Zaira Farias Freitas e seus irmãos Flávio Roberto Portella Farias e Osvaldo
Portella Farias, filhos de Aurora Portella Farias e Osvaldo Farias (Foto de Bruno Farias)

Conversando com Zaira (Portella) Farias Freitas, de 80 anos, obtive algumas informações sobre a história da família Farias que há muito eu vinha procurando. Sendo uma das filhas mais velhas de Aurora (Barbosa) Portella Farias e de Osvaldo Farias, ela naturalmente se recorda de certos fatos com mais detalhes do que seus irmãos e irmãs mais novos.

Uma das charqueadas nas quais Francisco de Paula Farias trabalhou ficava
no local onde depois foi erguido o frigorífico Anglo (Foto de Bruno Farias)

Uma das lembranças de Zaira é a descrição de seu avô paterno Francisco de Paula Farias. Segundo ela, ele era baixinho, careca com cabelo bem branco e crespo, barrigudinho e estava sempre afiando sua faca - característica de um bom carneador. Zaira disse também que ele trabalhou, entre outros lugares, na antiga charqueada Moreira, que ficava onde depois foi construído o frigorífico Anglo.


Outra recordação dela é a de que o nome de seu bisavô, pai de Francisco de Paula Farias, era Januário. Realmente, este fato já havia sido constatado através da certidão de nascimento de Bruno Timóteo Pires Farias, irmão de Osvaldo, lavrada em 1914 e arquivada no Cartório Dunas, também em Pelotas. Também de acordo com Zaira, a família de seu bisavô Januário Lemos Farias era de Mostardas/RS: "Mamãe sempre contava essas histórias" lembra. Quanto à versão de que seu avô Francisco teria vindo do Uruguai, ela acredita que provavelmente ele tenha passado um período por lá antes de voltar ao Brasil, mas que na verdade a família de Januário e de Francisco de Paula Farias era proveniente de Mostardas.

Tropa de gado circula pela Estrada do Passo dos Carros, em Pelotas/RS (Bruno Farias)

Zaira lembra também que seu pai Osvaldo foi tropeiro, tendo viajado pra diversas cidades da região em busca de gado pra ser revendido nas charqueadas de Pelotas/RS. E também costumava levar animais para outros locais mais distantes, sendo que numa dessas viagens ele chegou a ir até a cidade de Castro, no Paraná. Ele geralmente ia acompanhado por três tropeiros: "Mamãe fazia rabada cozida e colocava embaixo da sela dos cavalos pra eles levarem na viagem" conta.

Curral circular de terra similar ao existente na antiga propriedade 
dos Portella, ambos na Estrada do Passo dos Carros (Bruno Farias)

As paradas durante essas tropeadas costumava ser feita em currais ou piquetes que podiam ser construídos com diversos materiais, entre eles os torrões de terra. E foi justamente numa dessas paradas na Estrada do Passo dos Carros, mais precisamente na propriedade da família Portella, que Osvaldo Farias conheceu sua esposa Aurora Barbosa Portella.

Almanaque de 1914 anunciava Cupertino Dias Portella como
proprietário de "mangueiras de aluguel" (Site memoria.bn.br)

De fato, o Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro confirma que, pelo menos entre 1911 e 1916, Cupertino Dias Portella realmente tinha uma mangueira de aluguel em Pelotas/RS. Zaira conta que seus pais se viram pela primeira vez quando sua mãe Aurora foi levar água para os tropeiros hospedados no curral existente no campo de sua família, entre eles Osvaldo Farias.


O casamento de Osvaldo Farias e Aurora Portella Farias foi realizado
 na casa do pai do noivo (Fotos: Bruno Farias / Acervo da família Farias)

Ela contou também que na casa de seu avô paterno Francisco de Paula Farias, na esquina da Av. Domingos de Almeida com a Av. São Francisco de Paula, em Pelotas/RS, foi celebrado o casamento de seus pais Osvaldo Farias e Aurora (Barbosa) Portella Farias.

Um comentário:

  1. Oi Bruno aqui é a Dadá adorei o post.
    E foi
    otimo ver os irmãos Zaira, Flavio e Valdo juntos.

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